Menos de 0,6% das emendas individuais de deputados e senadores ao Orçamento de 2026 vai para ambiente
O Projeto de Lei Orçamentária de 2026 revelou um dado preocupante para a agenda ambiental brasileira. Deputados federais e senadores destinaram apenas 0,58% de suas emendas individuais para iniciativas relacionadas a meio ambiente e clima. Do total de R$ 26,6 bilhões indicados pelos parlamentares, somente R$ 154 milhões foram direcionados a essa área estratégica.
A baixa alocação de recursos ocorre em um momento em que o país enfrenta desafios crescentes ligados ao desmatamento, eventos climáticos extremos e necessidade de investimentos em adaptação e mitigação. Especialistas apontam que o volume destinado é insuficiente para atender demandas urgentes, como fortalecimento de órgãos ambientais, recuperação de áreas degradadas e ampliação de políticas de proteção climática.
O orçamento aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro evidencia a distância entre o discurso político sobre sustentabilidade e a efetiva priorização financeira do tema. A expectativa é de que, ao longo do ano legislativo, novas discussões possam ampliar o foco ambiental em outras modalidades de emendas e programas governamentais.
Enquanto isso, organizações da sociedade civil e pesquisadores alertam que a falta de investimentos consistentes compromete metas nacionais e internacionais assumidas pelo Brasil, além de limitar a capacidade de resposta diante dos impactos climáticos já em curso.

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