Zanin condena ex-aluno por trote misógino em universidade
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), condenou um ex-aluno de medicina da Universidade de Franca (Unifran), localizada no interior de São Paulo, por liderar um trote universitário com conteúdo misógino em 2019.
O caso ocorreu em junho daquele ano e ganhou repercussão após denúncias sobre o teor das atividades impostas aos calouros. Segundo a decisão, os estudantes foram obrigados a participar de um juramento com conteúdo ofensivo e discriminatório, atingindo principalmente mulheres ingressantes no curso.
De acordo com o processo, as calouras foram constrangidas a prometer submissão a desejos sexuais dos veteranos e a declarar que não recusariam abordagens íntimas. A prática foi considerada violadora da dignidade humana e dos direitos fundamentais, motivando a condenação.
A decisão do STF reforça o entendimento de que trotes universitários não podem ultrapassar limites legais e éticos. O tribunal destacou que práticas abusivas e humilhantes devem ser responsabilizadas judicialmente, independentemente do contexto acadêmico.
O caso reacende o debate sobre a cultura de trotes em universidades brasileiras e a necessidade de medidas mais rigorosas para coibir abusos. Especialistas defendem políticas institucionais mais rígidas e campanhas educativas para garantir ambientes seguros e respeitosos nas instituições de ensino.

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