Tarifas de Trump e pressão do custo de vida provocam excesso de estoque de uísque escocês
O setor de uísque escocês, um dos mais tradicionais e valorizados do mundo, enfrenta um dos momentos mais delicados das últimas décadas. A combinação entre a queda no consumo global e a incerteza gerada pela guerra comercial envolvendo os Estados Unidos resultou em um cenário de excesso de oferta que remete à histórica crise do “whisky loch” dos anos 1980.
No primeiro semestre de 2025, as vendas internacionais da bebida registraram um recuo de 2,5%, marcando o terceiro ano consecutivo de retração após um longo período de crescimento contínuo. O impacto foi imediato: destilarias em toda a Escócia passaram a lidar com um volume de estoque muito acima do previsto, pressionando a cadeia produtiva.
Com o excedente, algumas empresas foram obrigadas a interromper ou reduzir a produção, enquanto outras tiveram de ampliar sua capacidade de armazenamento para evitar perdas ainda maiores. O setor teme que, caso o ritmo de consumo não se recupere, o país possa enfrentar demissões em massa e até o fechamento de destilarias, especialmente as de menor porte.
A crise atual reacende discussões sobre a vulnerabilidade da indústria diante de oscilações econômicas globais e tensões comerciais. Para especialistas, a recuperação dependerá tanto da estabilização do mercado internacional quanto de estratégias de inovação e diversificação dentro do próprio setor.

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