Liderança de Otto Alencar é colocada em xeque após apoio integral ao PT
Tem ganhado força nos bastidores da política baiana a avaliação de que o senador Otto Alencar (PSD) enfrenta um momento de liderança contestada, especialmente após romper a aliança histórica com o senador Angelo Coronel (PSD) para declarar apoio integral à chapa puro‑sangue do PT nas próximas disputas eleitorais.
A decisão, vista como um gesto de alinhamento total ao projeto petista na Bahia, provocou desconforto dentro do próprio PSD e alimentou críticas sobre a autonomia política de Otto. Entre parlamentares e analistas, circula a percepção de que o senador nunca teria enfrentado, de fato, os desafios de uma liderança plena, já que sua trajetória sempre esteve associada à influência de figuras de grande peso no cenário estadual.
Ao longo dos anos, Otto transitou entre grupos dominantes, primeiro sob a sombra do ex-governador ACM, e posteriormente ao lado do senador Jaques Wagner (PT), que hoje coordena o núcleo estratégico do PT na Bahia. Essa proximidade constante com protagonistas de maior projeção reforça a narrativa de que o senador teria atuado mais como aliado estratégico do que como líder independente.
A ruptura com Angelo Coronel, seu compadre e aliado de longa data, intensificou o debate sobre o futuro político de Otto Alencar e sobre o espaço que ele ocupará dentro de um cenário cada vez mais polarizado e competitivo. Para observadores, o episódio marca um ponto de inflexão na relação entre PSD e PT no estado, além de expor fragilidades internas que podem influenciar os próximos movimentos eleitorais.

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