Governo Castro prevê novas fases de operação que deixou 122 mortos
O governo do Rio de Janeiro articula mais duas ou três fases da Operação Contenção até o fim de fevereiro, período em que o governador Cláudio Castro (PL) deve deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado. As novas ações devem ocorrer em regiões dominadas por facções criminosas, ampliando o escopo da ofensiva iniciada em 2025.
Entre os locais já mapeados pelas forças de segurança está o Complexo de Israel, na zona norte da capital fluminense. A área, atualmente sob controle do Terceiro Comando Puro, é considerada uma das mais perigosas do Rio, com histórico de confrontos intensos e forte presença armada.
As próximas etapas devem repetir o modelo da primeira fase da operação, realizada em outubro nas favelas da Penha e do Alemão, então focada no Comando Vermelho. Na ocasião, o saldo foi de 122 mortos, incluindo 5 policiais, o que reacendeu debates sobre a letalidade policial, estratégias de enfrentamento ao crime organizado e os impactos dessas ações na vida dos moradores.
A expectativa é que o governo intensifique as operações antes da saída de Castro, buscando consolidar resultados e reforçar a presença do Estado em áreas conflagradas. Especialistas, porém, alertam para a necessidade de planejamento integrado, políticas sociais e ações de inteligência que reduzam riscos e evitem novos episódios de violência extrema.
