A defesa de um dos investigados no inquérito que apura ataques digitais contra o Banco Central (BC) negou, em manifestação encaminhada ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), qualquer envolvimento com os perfis em redes sociais responsáveis pelo bombardeio virtual ocorrido durante o avanço das investigações sobre a liquidação do Banco Master.
Segundo os advogados, não há elementos que vinculem o investigado à criação, administração ou financiamento das contas que promoveram ataques simultâneos ao BC e aos investigadores do caso. A defesa argumenta que a associação é infundada e que o cliente não participou de qualquer ação coordenada para influenciar a opinião pública ou tumultuar o processo.
A manifestação foi apresentada diretamente ao ministro Toffoli, responsável pelo inquérito que apura a atuação de grupos organizados em campanhas digitais voltadas a desacreditar instituições e autoridades envolvidas na investigação. O documento também solicita que eventuais medidas cautelares sejam reavaliadas diante da ausência de provas concretas.
O caso segue em análise no STF, que deve decidir sobre os próximos passos da investigação e a necessidade de aprofundar diligências sobre a origem e o financiamento das ações digitais.