Moraes nega pedido de defesa de Bolsonaro para ficar em prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta‑feira o pedido da defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro para concessão de prisão domiciliar de natureza humanitária. A solicitação buscava permitir que Bolsonaro retornasse para casa imediatamente após receber alta hospitalar, prevista para esta quinta‑feira.
Internado desde o último dia 24 para tratar uma hérnia e crises de soluço, o ex‑presidente passou por procedimentos médicos e apresentou evolução positiva no quadro clínico, segundo boletins e laudos de sua própria equipe médica. Moraes destacou que não houve agravamento da saúde, mas sim melhora dos desconfortos relatados, o que reforça a ausência de justificativa para alterar o regime de cumprimento da pena.
O ministro também ressaltou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de modificar a decisão anterior, proferida em 19 de dezembro, quando o pedido de prisão domiciliar humanitária já havia sido negado. Para Moraes, permanecem válidos os fundamentos que determinam a manutenção do ex‑presidente sob custódia, sem necessidade de transferência para o ambiente domiciliar.
Com a decisão, Bolsonaro deverá seguir para a Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena em regime fechado, assim que for liberado pelos médicos.
