A assistência na Maternidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, foi reduzida desde terça-feira (10), impactando diretamente os atendimentos eletivos. A medida, segundo os profissionais, é uma forma de protesto diante do atraso no pagamento dos plantonistas, referente aos meses de outubro e novembro de 2025.
Representantes da categoria afirmam que a situação se tornou insustentável, levando os médicos a adotarem a paralisação parcial como forma de pressionar o poder público. De acordo com eles, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), ainda não regularizou os vencimentos, o que tem gerado insegurança e desgaste entre os profissionais.
Apesar da redução dos atendimentos eletivos, os médicos informam que os casos de urgência e emergência continuam sendo acolhidos, evitando prejuízos graves à população. No entanto, alertam que a manutenção do impasse pode comprometer ainda mais o funcionamento da unidade.
A categoria reforça que permanece aberta ao diálogo, mas cobra uma solução imediata para garantir condições dignas de trabalho e a continuidade plena dos serviços prestados à comunidade.