Crise na governança das Policlínicas da Bahia expõe falha estrutural e cobra ação imediata do Governo

A gestão das Policlínicas Regionais da Bahia, frequentemente divulgada pelo Governo do Estado como modelo nacional de regionalização do SUS, passou a ser alvo de questionamentos técnicos que expõem uma falha estrutural na governança do programa.

O debate ganhou força dentro da própria rede de saúde, onde profissionais e especialistas apontam para a necessidade de providências urgentes por parte da Secretaria da Saúde da Bahia (SESAB) e do governador Jerônimo Rodrigues.

Segundo relatos, a estrutura administrativa das unidades não estaria acompanhando o ritmo de expansão e a complexidade dos serviços oferecidos, o que compromete a eficiência e a qualidade do atendimento. A crítica central recai sobre a ausência de mecanismos claros de monitoramento e avaliação, considerados essenciais para garantir a sustentabilidade do modelo.

A situação coloca em xeque a imagem das policlínicas como referência nacional e abre espaço para uma discussão mais ampla sobre a regionalização da saúde pública no Brasil. Especialistas defendem que, sem ajustes imediatos, o programa corre o risco de perder credibilidade e comprometer a confiança da população.

O cenário atual exige que o governo estadual apresente medidas concretas para fortalecer a governança, ampliar a transparência e assegurar que o projeto continue sendo um marco positivo na política de saúde da Bahia.

Redação Terra do Cacau

Sair da versão mobile