Câmara analisa PEC que amplia imunidade tributária de igrejas

A Câmara dos Deputados iniciou nesta quinta-feira (28) a análise da PEC 5/23, proposta que pretende ampliar a imunidade tributária para instituições religiosas de qualquer culto em todo o país. A discussão ocorreu durante sessão deliberativa marcada por baixo quórum e plenário praticamente vazio, cenário que gerou repercussão nos bastidores políticos e nas redes sociais.

A proposta busca reforçar e ampliar garantias constitucionais relacionadas à cobrança de tributos sobre patrimônios, rendas e serviços ligados às atividades religiosas. Defensores da medida afirmam que a iniciativa garante segurança jurídica às igrejas e evita interpretações divergentes sobre a tributação aplicada ao setor.

Atualmente, a Constituição já assegura imunidade tributária para templos religiosos. No entanto, a PEC pretende ampliar o alcance desse benefício, incluindo atividades e patrimônios vinculados às instituições religiosas, o que pode impactar diretamente arrecadações municipais, estaduais e federais.

A votação da matéria ganhou destaque principalmente pelo fato de ter sido colocada em debate mesmo sem presença significativa de parlamentares no plenário, levantando críticas de opositores e questionamentos sobre a condução da pauta legislativa. Parlamentares contrários à proposta argumentam que o texto pode ampliar privilégios fiscais em um momento de pressão sobre as contas públicas.

Por outro lado, representantes da bancada religiosa defendem que a medida fortalece o direito constitucional à liberdade de culto e evita que igrejas sejam alvo de cobranças tributárias consideradas indevidas. O tema mobiliza diferentes setores políticos e promete ampliar o debate sobre benefícios fiscais concedidos a organizações religiosas no Brasil.

A expectativa é que a PEC continue tramitando nas próximas sessões da Câmara, podendo sofrer alterações antes de eventual aprovação definitiva. O tema já é considerado uma das pautas mais sensíveis do Congresso Nacional neste semestre.

Especialistas avaliam que a ampliação da imunidade tributária poderá gerar impactos financeiros relevantes para os cofres públicos, além de abrir novas discussões jurídicas sobre os limites constitucionais das isenções fiscais destinadas às entidades religiosas.

Redação Terra do Cacau

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