A queda sofrida por Jair Bolsonaro (PL) dentro da unidade onde está custodiado provocou forte mobilização entre familiares e aliados, que passaram a intensificar a pressão por uma prisão domiciliar. O episódio também desencadeou comparações com situações anteriores envolvendo figuras públicas, como o ex-presidente Fernando Collor, e com o caso de Clériston Cunha, conhecido como Clezão, que morreu no Complexo Penitenciário da Papuda após ser preso pelos atos de 8 de Janeiro.
A defesa do ex-presidente prepara um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que o estado de saúde de Bolsonaro exige medidas alternativas à prisão atual. O objetivo é reforçar a tese de que o ambiente carcerário representa riscos adicionais ao seu bem-estar.
Paralelamente, deputados federais aliados avaliam encaminhar uma série de ofícios ao presidente do STF, Edson Fachin, solicitando atenção especial ao caso e defendendo a adoção de medidas que considerem a integridade física do ex-presidente. A articulação política ocorre em meio ao aumento da tensão entre apoiadores e autoridades judiciais.
O episódio amplia o debate sobre condições de custódia, tratamento a presos de alta relevância pública e os limites da atuação do Judiciário em situações de repercussão nacional.