O Brasil avança, mas tropeça nas sandálias
Enquanto debates superficiais dominam parte das discussões nacionais — como a recente polêmica envolvendo sandálias Havaianas —, o cenário internacional destaca transformações profundas. A revista britânica The Economist elegeu a Síria como o “país do ano”, reconhecendo o território do Oriente Médio como o que mais evoluiu em 2025 em termos políticos, sociais e econômicos.
A escolha não se baseou em riqueza ou poder, mas na capacidade de mudança estrutural. Segundo a publicação, a Síria apresentou avanços significativos após um período marcado por instabilidade e destruição.
No campo político e social, o marco mais simbólico foi a queda do regime de Bashar al‑Assad, encerrando mais de 13 anos de guerra civil. O fim do conflito abriu caminho para uma transição política inédita, permitindo que instituições fossem reorganizadas e que a população voltasse a experimentar condições mínimas de normalidade.
Outro ponto decisivo foi o retorno de cerca de três milhões de refugiados, que começaram a reconstruir suas vidas no país após anos de deslocamento forçado. Esse movimento representou não apenas um impacto humanitário, mas também um impulso para a retomada econômica e social.
Com a mudança de governo, houve ainda o afrouxamento de sanções ocidentais, criando espaço para os primeiros sinais — ainda frágeis — de recuperação econômica. Setores essenciais começaram a se reestruturar, e investimentos internacionais voltaram a ser discutidos.
A escolha da Síria como país do ano evidencia que, mesmo após longos períodos de conflito, transformações profundas são possíveis quando há abertura política, reconstrução institucional e apoio internacional.

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