Deputado pagodeiro e desembargador DJ: o que uniu Bacellar e Macário, alvos de ações de Alexandre de Moraes
As conversas interceptadas pela Polícia Federal entre o desembargador Macário Judice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), e Rodrigo Bacellar (União), presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), foram determinantes para a operação que resultou na prisão do magistrado. Os diálogos revelam uma intimidade já conhecida nos bastidores da política fluminense, reforçando a proximidade entre os dois.
O vínculo entre Judice Neto e Bacellar não surgiu nos corredores do poder. Eles se conheceram há mais de dez anos, em um contexto distante da política. Na época, Bacellar atuava no ramo do entretenimento musical, enquanto o desembargador estava afastado de suas funções devido a uma investigação de corrupção e se apresentava como DJ de música eletrônica.
Essa relação, construída fora do ambiente institucional, ganhou relevância com o avanço das investigações, que apontam indícios de favorecimentos e conexões que extrapolam o campo pessoal. A operação da Polícia Federal reforça a necessidade de transparência e rigor no combate à corrupção, especialmente em casos que envolvem figuras de destaque no Judiciário e na política.

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